A Guyrá-Piranga Preservação Ambiental desenvolve ações de apoio à criação do – Refúgio de Vida Silvestre Rio Pelotas – área localizada na bacia hidrográfica do alto Pelotas, divisa dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O REVIS Rio Pelotas interliga a calha do rio e seus afluentes, ao Parque Nacional de São Joaquim, Parque Nacional de Serra Geral e a Reserva Biológica Estadual do Aguaí, localizada nos contrafortes da Serra Geral.
As matas ciliares da bacia hidrográfica do alto Pelotas abrigam os últimos remanescentes florestais da região sul do Brasil, nas quais habitam diversas espécies da flora e da fauna silvestres, endêmicas e ameaçadas de extinção.
Ameaças ambientais iminentes.
Dezenas de Pequenas Centrais Hidrelétricas, PCHs, estão projetadas para serem implantadas na calha dos tributários do alto Pelotas. A proliferação indiscriminada de empreendimentos hidrelétricos de pequeno porte, representam atualmente a principal ameaça à rica biodiversidade da bacia hidrográfica do alto Pelotas.
Os impactos cumulativos provocados pela implantação de dezenas PCHs, muitas delas em sequência, é superior ao impacto ambiental da instalação de quatro usinas hidrelétricas de grande porte (UHEs).
A fragmentação dos rios se torna mais evidente quando as PCHs são avaliadas em conjunto. A manutenção da conectividade dos rios é fundamental para biodiversidade terrestre e aquática.
A expansão das PCHs na bacia hidrográfica do alto Pelotas se concentra nas áreas mais elevadas e de topografia mais acidentada dos seus tributários que nascem nas chapadas da Serra Geral, entre eles o rio Silveira, rio Santana, rio Capivaras, rio das Contas, rio Lava-tudo e o rio Pelotinhas.
O licenciamento da grande maioria das hidrelétricas classificadas como PCHs e CGHs ocorre a nível estadual, de forma simplificada, e foca em projetos individuais. Desse modo, os impactos ambientais cumulativos de múltiplas hidrelétricas são na sua maioria desconsiderados nas políticas de licenciamento e planejamento vigentes. Atualmente no Brasil, mais de 3000 PCHs estão em projetos em diferentes etapas de implantação.
A construção desenfreada das PCHs vêm provocando desequilíbrios ambientais e sociais em praticamente todos os estados da federação. A política energética do Brasil, propiciou uma série de incentivos as PCHs, com destaque, o incentivo jurídico através desregulamentação do setor, o relaxamento das leis e o incentivo financeiro através de financiamento do BNDS.
Histórico das ameaças ambientais.
O Rio Pelotas, assim como seus tributários, atravessa diversos cânions e vales com encostas íngremes, gerando interesse do governo em utilizar seu potencial hidrelétrico. Em 2005, sobre a calha do rio Pelotas, a cerca de 40km a montante da confluência do Rio Canoas, foi erguida a Usina Hidrelétrica Barra Grande, com cerca de 190 metros de altura. Seu lago engoliu cerca de 15.000 hectares de Floresta Ombrófila Mista.
Concedida através de um EIA-RIMA, denunciado como fraudulento, contou com a omissão ou conivência do Ministério do Meio Ambiente, alinhado ao programa de aceleração do crescimento do governo federal.
Em 2002, foi firmada a concessão da Usina Hidrelétrica Pai Querê, localizada a montante da Usina Hidrelétrica Barra Grande, entre os municípios de Bom Jesus (RS) e Lages (SC), com produção máxima de 292 MW. O processo de licenciamento se encontra paralisado, caso avance e seu licenciamento seja aprovado, o lago a ser formado pela Usina Hidrelétrica Pai Querê vai afundar 10.000 hectares de Floresta Ombrófila Mista, distribuídos ao longo de 100 km às margens do leito do rio Pelotas e afluentes, impactando diretamente várias espécies de fauna e flora, ameaçadas de extinção.
BIOMA MATA ATLÂNTICA
CÓDIGO: MA020
IMPORTÂNCIA BIOLÓGICA: EXTREMAMENTE ALTA
PRIORIDADE DE AÇÃO: EXTREMAMENTE ALTA
ÁREA TOTAL DO POLÍGONO (HA): 1241396
AÇÃO RECOMENDADA (PRINCIPAL):
CRIAÇÃO DE UNIDADE DE CONSERVAÇÃO IMPORTANTE ÁREA DE CORREDOR ECOLÓGICO GRUPO QUANTIDADE ANFÍBIOS 42 ESPÉCIES RÉPTEIS 15 ESPÉCIES MAMÍFEROS 27 ESPÉCIES AVES 29 ESPÉCIES AVES IBAS 6 IBAS PEIXES 4 ESPÉCIES PEIXES KBAS 9 KBAS PLANTAS 89 ESPÉCIES CAVERNAS 3 TIPOS DE CAVERNA AMBIENTES ÚMIDOS AMBIENTES ÚMIDOS FITOFISIONOMIAS 2 FITOFISIONOMIAS MANANCIAIS 1 MANANCIAIS
AVIFAUNA IUCN águia-cinzenta EN águia-serrana LC arredio-do-gravatá NT balança-rabo-leitoso NT caboclinho-de-barriga-preta NT caboclinho-de-barriga-vermelha LC caminheiro grande, VU corruíra-do-campo LC curiango-do-banhado NT gavião-de-penacho NT gavião-pato LC gavião-pega-macaco LC gralha-azul NT maçarico-acanelado NT macuquinho-da-várzea EN mocho-dos-banhados LC narcejão LC noivinha-de-rabo-preto VU papa-moscas-do-campo VU papagaio-charão VU papagaio-de-peito-roxo EN patativa-tropeira VU pavó LC pedreiro NT tapaculo-ferreirinho LC tauató- passarinho LC tauató-pintado NT tesourinha-da-mata NT tio-tio LC veste-amarela VU jaguatirica Leopardus pardalis gato-mourisco Herpailurus yagouaroundi puma Puma concolor onça-pintada Panthera onca queixada Tayassu pecari cateto Dicotyles tajacu lontra Lontra longicaudis lagarto-pintado Contomastix vacariensis teiú-gigante Salvator merianae cágado-rajado Phrynops williamsi veado-bororó-do-sul Mazama nana veado-mateiro Mazama americana veado-campeiro Ozotoceros bezoarticus
Guyrá-Piranga Preservação Ambiental